6.4.03

Radicalismo Islâmico se instala no cabelo de Bush

Ao contrário do que o mundo esperava, os primeiros ataques com armas químicas da Guerra do Golfo foram feitos pelos americanos. E na própria Casa Branca!
Momentos de tensão antecederam o início dos bombardeios pra lá de Bagdá. Minutos antes do pronunciamento à nação de George W. Bush, agentes da CIA (Cansei de Inventar esses Acrônimos) descobriram que uma célula terrorista da al-Qaeda havia se instalado dentro da cabeça do presidente dos EUA.
“Normalmente, os seres humanos possuem um cérebro na cavidade do crânio. Surpreendentemente, descobrimos que a de Bush encontrava-se vazia, o que facilitou a invasão”, comentou um assessor do governo.
Os terroristas começaram a praticar atentados que deixaram o presidente de cabelo em pé. Unilateralmente, Bush decidiu pelo uso da força e autorizou um cabeleireiro a retaliar seu couro cabeludo com um pente. Essa ação unilateral norte-americana provocou reações iradas e beicinhos da França, país gay por excelência e, consequentemente, reduto de milhares de cabeleireiros que se opuseram ao uso da força.
Como nada dava resultado, em uma atitude extrema, resolveu-se utilizar armas químicas como spray e laquê para acabar com as ondas terroristas.
“Agora eu sei porque os árabes usam aqueles turbantes. É para esconder o cabelo ruim”, disse o presidente, aliviado, em um comentário unilateral preconceituoso e sem aprovação da ONU (Orgulhosa por Não ser Ùtil).
A edição do É os Cavalo! em inglês (Its the Bloody Horses!) conseguiu apurar ainda que Bush, assustado com o poder das armas químicas de beleza, resolveu que o próximo passo de sua guerra de prevenção aos inimigos externos será bombardear o Instituto L’Oreal de Paris. Entretanto, como os mísseis são inteligentes, acabarão por bombardear a França inteira. Após isso, os EUA pretendem se prevenir das cáries, das doenças cardio-vasculares e dos radicais livres para poder ter uma vida melhor e mais saudável.
Inscrições online causam morte de aluno da ECO

As inscrições online finalmente causaram o holocausto que já era esperado e chega ao fim da linha com uma parada no necrotério. O ato final dessa tragédia há tempos anunciada foi suicídio do estudante ecoíno José Kaviedes Júnior que, a exemplo de diversos estudantes da UFRJ, não conseguiu fazer sua inscrição em disciplinas. Porém, para Kaviedes, mais conhecido na ECO como Kavi, o SIGA mostrou sua face mais desumana e cruel. Incomodado com a insistência do frágil, inocente e desamparado aluno em acessá-lo, o diabólico SIGA retaliou passando o vírus “SEU BABACA” para o computador de Kavi. Não satisfeito, também estuprou sua irmã, roubou a dentadura do vovô, quebrou a sua coleção de cds do Ray Connif e ainda chutou seu cãozinho de estimação.
Confiante na sua impunidade, o SIGA ameaçou cancelar a matrícula de Kaviedes na Universidade se ele o denunciasse à polícia. Desesperado e sem saída, só restou ao pobre aluno abrir os pulsos com o único objeto cortante próximo dele: um ás de espadas. Agindo dessa forma, Kaviedes saía da vida para entrar na História, tornando-se um mártir da Escola de Comunição, a exemplo de seu ídolo Tiradentes, o mártir da Faculdade de Odontologia. A polícia chegou a ser acionada para prender o sistema inútil, lento e delinqüente. Entretanto, como já estamos acostumados, não foi possível acessá-lo.
Diz a lenda que o SIGA foi criado pelo programador de sistemas Lúcifer Satanás do Núcleo de Computação dos Enfernos (sic, ou melhor, NCE). Sua criação foi permitida por Deus como uma forma de castigar os alunos da UFRJ por causa da libertinagem e do alto consumo de álcool nas dependências do campus. Foi um ato unilateral, sem aprovação da ONU, que lembra o ocorrido em Sodoma e Gomorra.
Apesar de sabermos que todo mito possui um fundo de verdade, na realidade o SIGA é uma versão atualizada do HAL 9000. Para quem não se lembra, HAL é aquele mesmo computador que em 2001 tentou matar todos os tripulantes de uma nave que se encontrava em uma Odisséia no Espaço rumo a Júpiter.
Agora, o SIGA pode não só matar como causar inúmeros outros problemas. O sistema que inferniza a vida de todos os alunos ganhou características de funcionários públicos, especialmente daqueles que trabalham na secretaria da ECO: começa a funcionar às 8h, sai para o almoço às 10h, só retornando às 14h, e sai do trabalho às 18h. Isso explica porque diversos alunos não conseguem acessar o sistema na hora do almoço ou pela noite. E os poucos que conseguem, apenas recebem mensagens desaforados como “volte mais tarde, o sistema está fora do ar” ou “sua inscrição encontra-se fora do escopo”, entre outras desculpas esfarrapadas que ninguém entende.
E, aparentemente, os problemas estão longe de terminar. Fontes de É os Cavalo! descobriram que as famílias carentes do Brasil que quiserem participar do programa Fome Zero terão que fazer inscrição online através do SIGA. Essa informação explica o fracasso retumbante do programa e porque até agora o Fome Zero não deslanchou e ninguém lanchou.
O saldo total de problemas causados até o momento pelas inscrições online contabilizam seis paradas cardíacas, nove choques anafiláticos, três casos de câncer, um nariz entupido, dezenas de internações no Pinel, doze protestos na Embaixada dos Estados Unidos, uma transferência de Fernandinho Beira-Mar, 64 cenas do Lula chorando e 1.497.589.458.657.890 xingamentos dirigidos ao Zé Henrique ou ao SIGA/NCE, entre outros desastres humanitários.
SIGA

Depois de anos em desenvolvimento, o SIGA (Sistema Integrado para Gozar a cara dos Alunos) conseguiu desestruturar praticamente todas as unidades da UFRJ. Nunca o banzé foi tamanho. Até o Zé Henrique, normalmente acusado de compactuar com a conspiração governamental que criou a reforma curricular, pôde posar de vítima da incompetência do sistema.
Procurados por EOC!, os membros da equipe que desenvolveu o SIGA não quiseram se manifestar, mas dava para notar um certo sorrisinho sarcástico em todos eles.
Uma fonte, que prefere não se identificar, afirmou que “o programa ainda está em fases de teste e deve ficar pronto ano que vem quando, aí sim, será capaz de parar a universidade por uns três meses.”
As confissões de Oscar Shcmidt

A cerimônia de entrega do Oscar desse ano foi marcada pelo revival daquele clima paz&amor dos anos 70. Discursos pela paz, contra a guerra e muita demonstração de amor livre. Ninguém é de ninguém no Kodak Auditorium. O piadista, quer dizer, pianista e dublê-de-ator-sofrendo Adrien Brody agarrou Halle Berry. Nareba Kidman lascou um beijo em Denzel Washington. Peter O’Toole, premiado com a estatueta por conjunto da sobre de oitenta e cassetada anos, avançou com sua boca murcha para cima da Meryl Streep.
Nos bastidores Caetano Veloso vendo todos aqueles broches da pomba da paz começou a cantar “Cucurucucu Paloma” e não teve fita-banana que o fizesse calar a boca.
A empolgação crescia conforme a festa chegava ao fim, a putaria chegou a tal ponto que a Academia fechou a noite com um claro incentivo a pedofilia, dando o prêmio de direção para o Polanski, que não foi a cerimônia pois tinha uma festinha de aniversário da sua sobrinha para ir. Compreensível.
Só McGyver se forma em 8 períodos
Nada muda na ECO. Se neguinho já faz merda lá no NCE (Núcleo de Confusão Eletrônica) por conta própria, este período nosso querido diretor de adjunto adverbial de dúvidas na graduação, Frankestein Henrique Moreira, resolveu complicar ainda mais a inscrição em disciplinas. As boas linguas dizem que ele gosta tanto de seus alunos que simplesmente decidiu ampliar seu convívio com eles alongando suas, ou seja, a nossa vida acadêmica através da imposição da reforma furicular, quer dizer, curricular.
Ao que parece a influência ditatorial de José Argolo é cada vez mais copiada dentro do ambiente ecoíno. Mas se Zé Carioca Henrique copia os traquejos autoritários de nosso diretor-rei, este não é mais do um parco espelho da escola de formação política mais autoritária (vide nossa última edição) já vista na face da Terra, o CA da ECO.
Se você é calouro e não faz idéia do que é É Os Cavalo! nem sabe que problemas de reforma acadêmica são esses, não tem problema. Afinal vocês e nós de EOC! ainda teremos um longo caminho de Sabogas e AGFs para percorrer.

20.3.03

Nós estamos voltando. Terça-feira no balcão da ECO mais próximo de você.

25.2.03

Copacabana tem dessas coisas...

Sempre gostei de morar em um bairro onde uma diversidade infinita de estilos pessoais sempre esteve presente. Mas tem coisas que só acontecem em Copacabana e com o pobre Botafogo FC. Mais uma vez fui enganado pela mãe que saiu pra fazer algo do meu interesse e acabou me arrastando pro supermercado. Até ai tudo bem. O problema começou no caixa quando uma velhinha veio pedir pra gente pagar o açúcar que ela queria comprar mas não tinha dinheiro. Minha mãe se recusou e me disse que isso já é um golpe antigo, onde os velhinhos pedem pras pessoas comprarem um ou dois artigos "baratos" e depois voltam pra fila com outros artigos procurando por outras almas caridosas pra lhe ajudarem. Situação lamentável, que ficou pior depois... Saindo do supermercado e carregando as sacolas passa por mim um homossexual (aliás era um bichona mesmo !!! um travecão!!!). Esse "tipo" é uma coisa normal em Copa, infelizmente... Quando a bicha magra e com cabelo estilo Marcelhinho Paraíba (loiro oxigenado sárárá) chegou à rua e passou pela banca de frutas o vendedor grita: Vai Lacraia ! O "ser" começou a rebolar e a fazer aquela "coreografia" escrota da "Egüinha Pocotó". Só ai percebi quem era aquela figura bizarra. Copacabana tem dessas coisas...

31.1.03

Janeiro já está acabando, e ainda não tem nada nesse blog esse ano. Tudo bem que nós do É OS CAVALO! também temos direito às férias, então vamos resgatar algo de antigo e inédito para postar aqui.

Seinfeld: o câncer do jornalismo nacional
Por Jorge Constança

Mesmo cinco anos depois de ter encerrado as suas atividades, o humorista Jerry Seinfeld continua influindo no jornalismo nacional. Acostumados a não fazerem nada e a passarem tardes de ócio desde que entram na faculdade, os estudantes de Jornalismo envelhecem jornalistas que se identificam com a rotina mostrada no programa de Seinfeld, o nada. E uma vez habituado ao nada, é difícil mudar a sua rotina.
Nas redações de jornal, os repórteres são orientados a fazerem o seu próprio trabalho, sem chuparem os releases que recebem das mais diversas assessorias de imprensa. Diariamente, porém, se vêem diante do seguinte dilema: eu posso reescrever essa matéria...ou então eu posso assistir Seinfeld. Via de regra, o humorista novaiorquino sai vencedor sobre o bom jornalismo.
Não raras vezes, diálogos entre repórteres e estagiários se resumem a poucas palavras: “Você pode levantar uns dados para mim?- Mas logo agora que vai passar Seinfeld?- Ah, vai passar Seinfeld? Pode assistir então.” E assim se perde ao menos meia hora diária de apuração, quando as redações de todo o país páram para assistir o melhor programa sobre o nada. A ameaça se torna ainda maior quando se anuncia o possível lançamento em DVD de todas as temporadas da série. “Os trabalhadores estão prometendo fazer greve geral até que terminem de assistir todos os episódios”, disse o dono de uma importante rede de telecomunicações, Alberto Anil.
Inclusive, eu tinha mais idéias para desenvolver nesse texto, mas vocês sabem como é, são 14:30...vai começar Seinfeld! Não posso perder.

24.12.02

EDITORIAL DE NATAL

EOC! quer por meio dessa desejar a todos seus lentes e discípulos um áureo Natal e um venturoso ano novo. Acha que é piada nossa? Então vá dar uma lida na porta da biblioteca. Aproveitando que está lá, aproveite para ler alguns livros também, pois EOC! também é cultura, mas não é essa cultura toda.
Nessa época do ano, é sempre tempo de agradecer àqueles que nos ajudaram na dura caminhada. Queremos agradecer aos professores da ECO, que com suas aulas cada vez mais chatas nos incentivaram a dedicar mais de nossos tempos a esse jornal, o único projeto que realmente vale de alguma coisa nessa faculdade;ao jogo da sueca, essa atividade que serve como um estimulante para nossas mentes e almas; aos calouros inoperantes que permitem que nosso jornal reine soberano pois se sabem incapazes de produzirem algo da mesma qualidade; e principalmente, às mulheres que ainda não nos deram, pois continuaremos editando esse jornal até que consigamos comer alguém.
Queríamos fazer um balanço de 2002, mas nossas ferramentas estão enferrujadas. Diremos porém que foi um ano com muitos furos de reportagem ( o que estressou muito nosso editor-chefe, visto que furo aqui vai como sinônimo de buraco). Para o ano que vem, prometemos manter nossa perdeção de linha editorial, com matérias que jamais se propõem a serem informativas para serem lidas durante as aulas. Seguiremos abalando as arcadas neolíticas da ECO (porém não demais, ou elas desabam). E quem sabe, um dia, ainda explicamos o que significa a porra do nome desse jornal.

2.12.02

Comunicação na social

por Sarah Silveira

Eventos marcam vida ecoína

Nós de EOC! também temos vida social e fizemos a cobertura de um dos finais de semana mais agitados da ECO.
O 2o Sararte foi marcado por novidades: Cerveja e a versão desplugada de Bruna “Docinho” Nunes. Foi o melhor acústico desde Nirvana, sem dúvidas. A diversão dos ecoínos foi o “derruba-latinhas” na piscina de bolas. Porém o ponto mais alto da festa foi a performance de Marvel, que mergulhou no Laguinho e foi seguido pela sua groupie, o calouro “Bundinha”.
Aliás, nossas câmeras flagraram “Bundinha” tombado no COMA, churrasco com carne no domingo. Com um calor de 50oC em Marechal, teve até concurso da camiseta molhada E a diferença não foi só a carne: como um churrasco família, teve avó, cachorro, menos maconha e sexo. Isso mesmo! Pensamos que isso fosse lenda em nossos eventos, mas esses calouros...Ah, sempre nos surpreendendo!
Lá e De Volta Outra Vez- O Conto de Uma Criatura Ainda Mais Bizarra Que Um Hobbit

Por Milbo Bagens

Após onze meses, EOC! é obrigado a publicar uma errata um tanto quanto inusitada. Acaba de expirar o prazo de validade do obituário de Marcelo Domínguez y Rodríguez, mais popularmente conhecido como Longuete. O ex-tudante da ECO voltou de uma malfadada experiência na terra de seu Tio Samuel para novamente ser um fantasma em nossos corredores de arcadas neo-liberais.
A experiência de Longuete fracassou majoritariamente devido a um incidente lingüístico. Ele se candidatou a uma vaga de jogador de futebol, o que na terra de I-Am-Sam entendeu-se como um pedido para jogar football. Ou seja, futebol americano. Massacrado pelos truculentos brucutus adversários, Longuete, frustrado, começou a pensar em voltar ao Brasil.
O empurrãozinho que lhe faltava veio quando, tomado pelo desânimo, deixou a barba crescer, passando a apresentar a aparência de um árabe. E como bem sabemos, os árabes não são bem-vindos nos EUA, apenas porque destruíram o World Trade Center, o Pentágono, o Losango e algumas outras formas geométricas (como são rancorosos esses americanos!). Por mais que gastasse todo seu inglês ( que consistia basicamente das expressões “Thank you”, “The book is on the table” e “Yankees go Home”, únicas palavras do idioma de Shakespeare que aprendeu nos tempos de movimento estudantil), Longuete não conseguiu demover o FBI de que era filho de paquistaneses com norte-coreanos, o que o colocava claramente no Eixo do Mal. Logo, decidiu-se pela sua deportação, com a condição de que ele pagasse pela comida do avião, já que tem o hábito de comer a comida dele e também a dos demais passageiros.
Outras fontes porém garantem que o verdadeiro motivo do retorno de Longuete foi para comparecer ao enterro de um ente querido: o Botafogo de Futebol e Regatas, falecido no último dia 17 em Caio Martins.
De qualquer maneira, uma vez de volta ao Brasil, Longuete quer agora escrever as memórias de sua passagem pelo estrangeiro. O título deve ser “Fokker and Soccer, Aventuras Dubladas de Um Brasileiro nos EUA”.
Colombiano que ajudou Maradona pode voltar a dar brilho à carreira de Ronaldo


Sem saber mais o que fazer para perder os sete quilos que ganhou quando trocou a incansável Suzana Werner pela virgem, porém com filhos, Milene Domingues, o jogador do Real Madrid, Ronaldo Funiculi-Funiculá está pensando em contratar os serviços do médico colombiano Juan Vergara para ajudá-lo a emagrecer.
Ano passado, Vergara foi o fornecedor, digo, médico de Diego Maradona, que achou que não era uma boa idéia participar de seu 51º jogo de despedida enquanto ainda pudesse ser confundido com a bola. Vergara indicou para Maradona a dieta especial colombiana, que se baseia na ingestão de alimentos, principalmente açúcar e outros pós brancos exclusivamente por via nasal. A dieta funcionou, pois além de emagrecer, Maradona passou a ficar mais alto a maior parte do dia, e bem sabemos que o tamanho sempre foi um dos problemas do craque porteiro, digo, portenho. O problema são os efeitos colaterais: desde que adotou a dieta de Vergara, Maradona passou a achar que era o guerrilheiro Ernesto Bah, Tchê Guevara, inclusive tatuando uma imagem dele em seu braço.
Outro que recentemente estaria fazendo uso da dieta de Vergara é o astro pop e assassino potencial de bebês Michael Jackson, que já estaria eternamente pronto para se camuflar nas selvas colombianas, aonde seria difícil diferenciá-lo da fauna nativa.
Por enquanto, Ronaldo, o Fonema, vem negando que participará do programa de emagrecimento de Vergara, que prevê ainda exercícios intensivos fugindo das FARC no interior da Colômbia.

17.11.02

Voltei!
E eu sou a Maria Paula de EOC. Ou não...