25.3.02

Esboço de texto do nunca publicado "Sueco-o Jornal do Baralho" que achei revirando minhas coisas. Como nada se cria, nada se transforma, tudo se copia, aqui vai a transcrição. Quanto à abrupta interrupção, se deu porque era para ser um texto a quatro mãos e eu não possuo a continuação.

NO INÍCIO ERA O CAOS. DEPOIS SURGIU DORIA, PARA EXPLICÁ-LO E PIORÁ-LO.

A crença bíblica de que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança guarda um fundo de verdade. No entanto, não foi o Homo sapiens que Deus fez ao olhar no espelho, mas sim o Homo dorius, espécie que perdura até hoje sob a forma da família Doria, importantíssima em toda a história da humanidade. Já na Idade da Pedra, os Dorias se destacavam. Piteco Doria, professor de caça dos jovens sapiens sabiamente incumbia seus discípulos- como os chamava- de fazer seminários sobre o assunto, com temas tão diversos como Matemática e Caça, A caça e as humanidades, A caça e o caos- tema incluído em suas litografias, segundo o próprio Piteco. Enquanto os alunos tomavam a sua tarefa e verdadeiramente davam aula, Piteco Doria incumbia-se de inventar o fogo, do qual logo se aproveitou para fazer sua segunda invenção e que conquistou mais adeptos- o baseado. Os efeitos danosos da erva acabaram desencadeando em Piteco uma mutação que transmite até hoje a seus descendentes- o leve autismo social.
No Egito Antigo, reinou o faraó Tutancâmon Doria, que ascendeu ao trono com apenas 16 anos e dele caiu aos 17- na verdade, caiu da carroça, pois conversava como o cocheiro sobre seus antepassados ilustres, o distraindo e fazendo com que este perdesse o controle da condução.
Também na Grécia Antiga havia os Doria, como o filósofo Sócrates Doria, que preferiu morrer envenenado com cianeto a admitir que as idéias expostas em seu livro "Filosofia: Dos Pré-Dóricos Aos Nossos Dias" na realidade nada tinha a ver com o tema ao qual se propunha. Sócrates Doria morreu dizendo que a academia precisava ser reformulada, ladainha que já vinha repetindo há 10 anos.
O mais célebre Doria de todos os tempos- à exceção, é claro, do professor Francisco Antonio Doria- talvez tenha sido Judas Iscariotes Doria. Judas, a quem a história acusa injustamente de ter vendido Jesus Cristo por 30 dinheiros, nunca fez isso- na realidade, o Doria discípulo (uma ocasião única na história) possuía o apurado tino comercial dos Doria, tendo inflacionado o mercado e vendido Jesus por nada mais, nada menos que 100 dinheiros.
Na época de Carlos Magno, a figura histórica importante na família Doria foi a estagiária Mônica Doria, que dava vazão aos acessos ninfomaníacos de Carlos Magno- não, este texto não responderá se ele era de fato magno ou não- e possibilitou que hoje 99,9% de toda a humanidade descenda do imperador europeu.
A história da família Doria começa a cruzar com a história de nossa nação quando Pero Vaz de Caminha Doria embarca na esquada de Pedro Álvares Cabral, que viria a descobrir Pindorama. Até hoje permanecem inéditos trechos da missiva de Caminha Doria, nos quais este mostrava com eloqüência a conexão entre as ciências exatas e o descobrimento.

22.3.02

Kafka é isso aí

Hoje o nosso professor de Fotojornalismo convidou para uma palestra o fótógrafo Milton Guran. Tal palestra seria concedida no auditório do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, devido à sua capacidade e arquitetura adequada para a projeção de slides. O professor Dante reservou o auditório com duas semanas de antecedência e em conversa com uma certa Ivanilda, recebeu a garantia que o espaço não só tinha ar-condicionado como o aparelho funcionava às mil maravilhas, gelava que era uma beleza. Na quarta, Dante esteve lá e pôde atestar pessoalmento o funcionamento do ar. Pois bem.
Hoje chega o Dante na faculdade e tem a seguinte desventura, que pôde ser acompanhada por esse intrépido repórter. Lá chegando, o funcionário responsável pela abertura do auditório comunicou que não poderia ligar o ar-condicionado, pois tal não estava solicitado em um requerimento, diante do que Dante mandou chamar um responsável. Veio o gerente, que na verdade era um gerpone, pois não geria porra nenhuma. O gerpone, Francisco Leonardo, disse que não tinha autorização para ligar o ar, que tinha que falar com a diretoria. Foi-se.
Dante tentou então entrar em contato com a Ivanilda, mas ela tinha ido almoçar. Falou então com sua assistente, Gisela, que, pasmem, avisou que o problema só podia ser resolvido por BRASÍLIA. Quando Dante já estava pedindo o número de Brasília, retornou o gerpone, que disse que não poderia ligar o ar, não porque não tivesse autorização, mas porque foi expressamente instruído a não fazê-lo. Segundo ele, por determinação do governo federal, o ar-condicionado não poderia ser ligado.
Dante retorquiu cinicamente: Mas então ou o governo mudou a instrução de quarta para hoje ou eu não sei o que houve. O gerpone disse que, de fato, ONTEM havia sido tomada uma decisão de que nas sextas-feiras, depois das duas horas, o ar não poderia mais ser ligado e os funcionários deviam ir embora, para que não se estourasse a cota de energia no prédio. No entanto, nos ofereceu o auditório do prédio ao lado, onde poderíamos ligar o ar. Portanto, dois prédios do mesmo centro tinham políticas diferentes. E vejam vocês que a decisão foi tomada ontem, quando estavam viajando nosso presidente e seu ministro de Energia, Pedro Parente. Quero então deixar bem claro que o Senhor Marco Maciel, do PFL, supostamente é o responsável por essa palestra ter acontecido sufocantemente sem ar condicionado. Mas do PFL podia se esperar qualquer coisa, não é? Inacreditável.

12.3.02

Professor Sávio Laterce revoluciona conceitos de história e geografia

O Professor Sávio Laterce, enviado do estranho reino do IFCS à ECo, está apresentando alguns de seus conceitos revolucionários na aula de (Bio)Lógica. Na semana passada, Laterce assombrou geógrafos de todo o mundo ao assertar (e está certo assim, ô analfabeto que for ler e achar que está errado, pois não é o verbo acertar, e sim o verbo assertar mesmo. Não sabe o que é, và ao Aurélio.) a existência de tigres na África, onde viveriam harmonosiamente num sistema monárquico-parlamentarista com o Leão, em que esse seria o rei da floresta enquanto o tigre seria o primeiro-ministro. Além disso, por alguns momentos, o professor chegou a afirmar que existiriam tigres na Floresta Amazônica, experiência da qual nem o professor Argolo, desbravador de chavascais, havia ouvido falar.
Ontem foi a vez do enviado do IFCS estabelecer uma nova data importantíssima para a história brasileira: maio de 1964. Segundo ele, a bactéria é a revolucionária de história- que bactéria e que história não pudemos apreender, pois nossa equipe de reportagem teve que se ausentar para uma partida de sueca- mas não chegava a ser um maio de 64. Até onde sabemos, o golpe militar ocorreu em abril de 1964, mas a data foi alterada para 30 de março, pois ficaria estranho para os milicos iniciar seu regime no dia da mentira. Mas o professor Sávio Laterce parece ser de outro ponto de vista.

9.3.02

Ausência de Rubens diminui a eficiência de EOC no Barra Garden

A Equipe de É Os Cavalo, ja tradicional nas gincanas de quarta-feira do Barra Garden, vem sofrendo há um mês o amargo efeito da viagem de Rubens. As férias adiantadas de Rubinho repercutiram diretamente no quórum de participantes da equipe, que assistiu o seu rendimento de vitorias em rodadas diminuir bastante chegando a marca de uma vitoria a cada quinzena. A presença de Rubinho (e seu carro) no time de EOC são fatores determinantes para que o bom desempenho de EOC volte a vigorar. Espera-se que ja para a proxima semana, com o retorno do de Rubens, EOC retome seu posto na gincana, bem como o quórum regular volte à normalidade.

Da redacao

1.3.02

O Claudio disse que ia postar aqui sobre o efeito da ausência do Rubinho na diminuição do quórum da equipe É os Cavalo! no Barra Garden, mas por enquanto ficou só na promessa. Lamentável.