Janeiro já está acabando, e ainda não tem nada nesse blog esse ano. Tudo bem que nós do É OS CAVALO! também temos direito às férias, então vamos resgatar algo de antigo e inédito para postar aqui.
Seinfeld: o câncer do jornalismo nacional
Por Jorge Constança
Mesmo cinco anos depois de ter encerrado as suas atividades, o humorista Jerry Seinfeld continua influindo no jornalismo nacional. Acostumados a não fazerem nada e a passarem tardes de ócio desde que entram na faculdade, os estudantes de Jornalismo envelhecem jornalistas que se identificam com a rotina mostrada no programa de Seinfeld, o nada. E uma vez habituado ao nada, é difícil mudar a sua rotina.
Nas redações de jornal, os repórteres são orientados a fazerem o seu próprio trabalho, sem chuparem os releases que recebem das mais diversas assessorias de imprensa. Diariamente, porém, se vêem diante do seguinte dilema: eu posso reescrever essa matéria...ou então eu posso assistir Seinfeld. Via de regra, o humorista novaiorquino sai vencedor sobre o bom jornalismo.
Não raras vezes, diálogos entre repórteres e estagiários se resumem a poucas palavras: “Você pode levantar uns dados para mim?- Mas logo agora que vai passar Seinfeld?- Ah, vai passar Seinfeld? Pode assistir então.” E assim se perde ao menos meia hora diária de apuração, quando as redações de todo o país páram para assistir o melhor programa sobre o nada. A ameaça se torna ainda maior quando se anuncia o possível lançamento em DVD de todas as temporadas da série. “Os trabalhadores estão prometendo fazer greve geral até que terminem de assistir todos os episódios”, disse o dono de uma importante rede de telecomunicações, Alberto Anil.
Inclusive, eu tinha mais idéias para desenvolver nesse texto, mas vocês sabem como é, são 14:30...vai começar Seinfeld! Não posso perder.
Seinfeld: o câncer do jornalismo nacional
Por Jorge Constança
Mesmo cinco anos depois de ter encerrado as suas atividades, o humorista Jerry Seinfeld continua influindo no jornalismo nacional. Acostumados a não fazerem nada e a passarem tardes de ócio desde que entram na faculdade, os estudantes de Jornalismo envelhecem jornalistas que se identificam com a rotina mostrada no programa de Seinfeld, o nada. E uma vez habituado ao nada, é difícil mudar a sua rotina.
Nas redações de jornal, os repórteres são orientados a fazerem o seu próprio trabalho, sem chuparem os releases que recebem das mais diversas assessorias de imprensa. Diariamente, porém, se vêem diante do seguinte dilema: eu posso reescrever essa matéria...ou então eu posso assistir Seinfeld. Via de regra, o humorista novaiorquino sai vencedor sobre o bom jornalismo.
Não raras vezes, diálogos entre repórteres e estagiários se resumem a poucas palavras: “Você pode levantar uns dados para mim?- Mas logo agora que vai passar Seinfeld?- Ah, vai passar Seinfeld? Pode assistir então.” E assim se perde ao menos meia hora diária de apuração, quando as redações de todo o país páram para assistir o melhor programa sobre o nada. A ameaça se torna ainda maior quando se anuncia o possível lançamento em DVD de todas as temporadas da série. “Os trabalhadores estão prometendo fazer greve geral até que terminem de assistir todos os episódios”, disse o dono de uma importante rede de telecomunicações, Alberto Anil.
Inclusive, eu tinha mais idéias para desenvolver nesse texto, mas vocês sabem como é, são 14:30...vai começar Seinfeld! Não posso perder.
